terça-feira, 27 de outubro de 2015
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Meditação e artes, uma para cada semana do mês!
Da primeira até uma possível quinta terça-feira do mês, sempre às 20h, meditação com deeksha. Local: Spa Cultural Pedro Américo Zen - Casinha PAz.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
terça-feira, 7 de julho de 2015
O CAMINHO DO HERÓI - Oficinas Narrativas
O caminho do herói nem sempre é fácil, quase sempre não é. Medo, desiste, tenta de novo, cai na estrada, erra, conserta, erra de novo, e de novo e de novo, perde, sente as derrotas, vai ganhando poder, armas internas, faz inimigos, e amigos, parceiros de viagem, vai a luta, morre, renasce, volta pra casa, compartilha, e começa tudo de novo... eita que vida dura, não é? Mas junto é mais divertido. Com muitas histórias para contar... feito Quixote e Sanço... lado a lado... Vamos nessa jornada?
Nos encontraremos todas as segundas quinzenais, 18h30 - 21h00.
Mapa de viagem em branco, vamos traçando nosso quadrante, passo a passo.
Esperamos os heróis diários. Quem se habilita?!
Inté lá! PRÓXIMA NESSA SEGUNDA DIA 13 DE JULHO DE 2015.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Eduardo Galeano, nossa homenagem!
Do Livro dos Abraços, belíssima obra de Galeano, uma homenagem a palavra, a sua tradição e seu poder de comunicação entre os seres e coisas. Tudo fala... O silêncio e a pedra. Tudo quer dizer algo, algo necessário e urgente. E fala, através de tudo, do gesto, do nada, do Mistério. Hoje, Eduardo fez sua passagem para um mundo que acreditamos mais gentil. Preocupado com os rumos da civilização, foi sempre um guerreiro na defesa dos mais fracos, dos esquecidos, dos invisiveis, dos nadas e ninguéns do mundo, da América Latina e África como representantes desse mundo excluído, da mulher, da criança, do negro, do diferente do que a sociedade entende como "normal". Em seu livro Espelhos, obra belíssima, faz um relato em breves textos do que é a nossa História de opressão e oprimidos! Uma viagem fantástica e violenta, mas doce e terna, cheia de compaixão e solidariedade. Seus livros são para a acabeceira, para que lembremos sempre como a luta é diária e sem descanso, contra a ignorância, a sordidez, o egoismo, a arrogância, a falta completa de humanidade. Achar poesia nesses relatos cruéis nem sempre é tarefa simples, há de se ter muita ternura, amor mesmo, e uma desesperada esperança na mudança... Galeano tinha e tem, e nessa fonte inesgotável, além da morte, devemos beber todos. Evoé, Galeano, boa viagem! Gratidão!
sexta-feira, 27 de março de 2015
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Vida

"Po-chang tinha tantos alunos que se viu obrigado a abrir outro mosteiro. Para achar alguém apto a ser mestre na nova casa, juntou seus monges e colocou um cântaro na frente deles dizendo:
- Sem o chamarem de cântaro, me digam o que é isso.
- Você não pode chamá-lo um pedaço de lenha, disse o monge principal. Nesta altura, o cozinheiro do mosteiro derrubou o cântaro com um pontapé e afastou-se.
Po-chang deu a direção do novo mosteiro ao cozinheiro."
Um koan, na biografia de Bashô, no livro Vida, de Paulo Leminski, Companhia das Letras.
Esse livro é a coisa mais linda de Deus - literalmente a de Jesus é incrivel! Humano e, portanto, como dizia Pessoa, divino! Leminski em prosa, fantástico! Um doce biografia - coisa de poeta pra poeta!
Em breve conto o resto...
Cira e o Velho
E como uma coisa lembra a outra... lembrei do livro!
Em setembro de 2014 escrevi assim: Sábado fui na Primavera Dos Livros, no jardim do Museu da República, no Catete. Adoro esse feira e mesmo sem nenhum tempo passei por lá. Corri as barracas rapidamente e pra nao dizer que nao falei de flores, ou de livros... comprei alguns, lógico, como não faze-lo? Um deles já estava na minha intenção faz tempo, e nao me decepcionou: Cira e o Velho, de Walter Tierno. O que posso dizer do livro se resume em uma frase: Li todo no fim de semana, até em voz alta algumas passagens para o público presente em casa e, finalmente, sonhei com o tema. O que mais se pode querer de um livro? Ah, a cereja do sunday: além de excelente história e delicioso texto, o livro ainda surpreende. Sabe, aquele que voce depois de ler a última página, vai e volta, le de novo "aquele trecho" para saber se entendeu direito... e fecha o livro dizendo...hum, ainda leio de novo esse danado nem que seja parte, rs... ficou agora esperando o próximo do autor. Já li também dele, Anardeus - e amei (como já dito). Indico os dois a todos que procuram ficção de qualidade. Ah, obviamente, os dois livros já estão nas prateleiras da biblioteca do Ponto de Leitura Conto a Conto para quem se interessar em pegar emprestado!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Anardeus
Nas feiras e sebos nunca procuro por algo especifico...procuro por algo que me surpreenda... Assim, na Primavera Dos Livros de 2013 comprei das mãos do autor Walter Tierno, o romance Anardeus - no calor da destruição. Giz Editorial. O que posso dizer? Não parei até terminar o livro. Personagem incrivel, incriveis, história surpreendente, bem escrito, ágil, rápido, cruel, seco, ilustrações bacanas, texto esculpido palavra a palavra, imagens passam feito rolo de cinema na cabeça do leitor. Não posso dizer: amei. Não seria possível (ou seria?) mas me causou estranhamento e pensar no que vi e ouvi, ops, li! #indico (para maiores de18 anos!)
E só conto que o personagem tem uma irmã, gêmea, que mora em São Paulo e sente frio... o resto é viagem, literalmente.
Mas vai ai a sinopse do autor:
Anardeus nasce feio, cresce ignorado e se torna um adulto desagradável. Sente muito frio, o tempo todo, e só desfruta o conforto do calor quando testemunha tragédias e horrores. Ele odeia tudo e todos, menos sua irmã gêmea, Isabel, sua antítese: linda, amável e cheia de calor.
Anardeus, com a sua personalidade detestável, é um anti-herói incomum e, por isso mesmo, tão interessante. O mundo não deseja Anardeus. Anardeus não deseja o mundo. Mas terão que viver juntos até o final apocalíptico e perturbador.
Anardeus. No calor da destruição tem como cenário São Paulo e seus personagens cínicos, loucos, egoístas. Um romance sem rótulos ou lugar-comum, para ler e sentir tudo – menos indiferença.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Saúde, Riqueza, Prosperidade e a História do Homem e sua Sorte
As inscrições já estão abertas para os encontros dos processos Oneness! Saúde, Riqueza e Prosperidade - para começar muito bem o ano! Acontecerão dia 7 de março de 2015, Sábado. As vagas são limitadas. Inscrições através dos números informado, com o condutor da prática: Douglas Pedra.
Lembrar do ano que começa e anunciar esse encontro, nos fez lembrar de uma história africana, lógico:
A História do Homem Sem Sorte!
Esta história possui várias versões, esta é apenas uma delas...
"Era uma vez um homem que se achava o mais sem sorte do mundo. Num sonho, viu que a única solução era procurar o Criador para saber porque era tão sem sorte. Onde o criador poderia morar? Hum, pensou o homem, com toda certeza no fim do mundo. Mas onde é o fim do mundo? Ora, onde todos os caminhos se encontram! Pleno de certezas, o homem saiu de casa, depois de tanto tempo, e foi apressado à procura do Criador.
Ao passar pela floresta, ouviu o gemido de um lobo. Caído de tão doente e enfraquecido que estava. O lobo quando viu o homem agradeceu aos céus e pediu ajuda ao homem. Ao que o homem respondeu:
- Agora não posso, pois tenho uma longa jornada até o fim do mundo, aonde vou me encontrar com o Criador - respondeu o homem apressadamente.
O pobre lobo pediu então que ele falasse com o Criador e lhe pedisse a sua cura. O homem se comprometeu e continuou apressado, tanto que tropeçou na raiz exposta de uma grande e velha árvore, já quase sem folhas, que lhe disse:
- Meu nobre senhor, me ajude, estou morrendo, enfraquecida. Por favor, jogue um pouco de terra sobre minhas raízes expostas! De-me um pouco de água para que eu possa vencer essa secura.
Ao que o homem respondeu:
- Infelizmente agora, não posso, pois estou indo encontrar o Criador que fica no fim do mundo.
- Peça, então, ao Criador por mim. Diga-lhe como estou e como posso me curar desse sofrimento.
O homem concordou apressadamente e virou as costas. Depois de muito correr, chegou a um vale muito florido, com flores de todas as cores e perfumes. Mas ele não reparou. Chegou até uma casa e na frente da casa estava uma jovem muito bonita que o convidou a entrar.
Eles conversaram longamente e de repente se levantou dizendo que não podia perder tempo e quando já estava saindo ela lhe pediu um favor:
- Você que vai procurar o Criador, podia perguntar uma coisa para mim? É que de vez em quando sinto um vazio no peito, que não tem motivo nem explicação. Gostaria de saber o que é e o que posso fazer por isto.
O homem prometeu que perguntaria e, depois de muito caminhar, chegou finalmente ao que lhe pareceu ser o fim do mundo. Sentou-se e ficou esperando até que ouviu a voz do Criador chamando-o.
O homem então falou com aquela voz sobre a sua triste vida e sua imensa falta de sorte e o Criador lhe disse:
- Sua sorte já está no mundo há muito tempo. Basta ficar atento que você vai encontrá-la.
- Mas como? perguntou o Homem Sem Sorte.
- Fique atento! respondeu a voz do Criador.
Quando já estava indo embora, o Criador lhe perguntou:
- Você não tem que levar uma resposta para uma árvore, para um lobo e para uma jovem?
- Tem razão, Senhor.
Depois de escutar o que o Criador tinha para lhe dizer, correu mais rápido que o vento até que chegou à casa da jovem que, ao vê-lo passar, chamou:
- Ei! Você conseguiu encontrar o Criador?
- Sim! Claro! O Criador disse que minha sorte está há muito tempo no mundo. Só preciso ficar atento!
- E quanto a mim, você teve a chance de fazer a minha pergunta?
- Ah! O Criador disse que, o que você sente, é solidão. Assim que encontrar um companheiro vai ser completamente feliz, e mais feliz ainda vai ser o seu companheiro.
A jovem então abriu um sorriso e perguntou ao homem se ele queria ser este companheiro.
- Claro que não. Já trouxe a sua resposta. Não posso ficar aqui perdendo tempo com você, pois tenho que encontrar minha sorte. Adeus!
Virando as costas, correu até a floresta onde estava a árvore. Ela perguntou se trazia a resposta do Criador, e o homem respondeu:
- Tenho muita pressa e vou ser breve, pois estou indo em busca de minha sorte. O Criador disse que você tem embaixo de suas raízes uma caixa de ferro cheia de moedas de ouro. O ferro desta caixa está corroendo suas raízes. Se você cavar e tirar este tesouro daí, vai terminar todo o seu sofrimento e você poderá virar uma árvore saudável novamente.
- Por favor! Faça isso por mim! Você pode ficar com o tesouro. Ele não serve para mim. Eu só quero de novo minha força e energia.
O homem respondeu furioso:
- Já lhe trouxe a resposta. Agora resolva o seu problema. Preciso procurar a minha sorte e eu não posso perder tempo aqui conversando com você, muito menos sujando minhas mãos na terra.
Virando as costas, atravessou a floresta mais rápido do que antes, e chegou aonde estava o lobo, mais magro ainda e mais fraco.
Quando já estava indo embora, o Criador lhe perguntou:
- Você não tem que levar uma resposta para uma árvore, para um lobo e para uma jovem?
- Tem razão, Senhor.
Depois de escutar o que o Criador tinha para lhe dizer, correu mais rápido que o vento até que chegou à casa da jovem que, ao vê-lo passar, chamou:
- Ei! Você conseguiu encontrar o Criador?
- Sim! Claro! O Criador disse que minha sorte está há muito tempo no mundo. Só preciso ficar atento!
- E quanto a mim, você teve a chance de fazer a minha pergunta?
- Ah! O Criador disse que, o que você sente, é solidão. Assim que encontrar um companheiro vai ser completamente feliz, e mais feliz ainda vai ser o seu companheiro.
A jovem então abriu um sorriso e perguntou ao homem se ele queria ser este companheiro.
- Claro que não. Já trouxe a sua resposta. Não posso ficar aqui perdendo tempo com você, pois tenho que encontrar minha sorte. Adeus!
Virando as costas, correu até a floresta onde estava a árvore. Ela perguntou se trazia a resposta do Criador, e o homem respondeu:
- Tenho muita pressa e vou ser breve, pois estou indo em busca de minha sorte. O Criador disse que você tem embaixo de suas raízes uma caixa de ferro cheia de moedas de ouro. O ferro desta caixa está corroendo suas raízes. Se você cavar e tirar este tesouro daí, vai terminar todo o seu sofrimento e você poderá virar uma árvore saudável novamente.
- Por favor! Faça isso por mim! Você pode ficar com o tesouro. Ele não serve para mim. Eu só quero de novo minha força e energia.
O homem respondeu furioso:
- Já lhe trouxe a resposta. Agora resolva o seu problema. Preciso procurar a minha sorte e eu não posso perder tempo aqui conversando com você, muito menos sujando minhas mãos na terra.
Virando as costas, atravessou a floresta mais rápido do que antes, e chegou aonde estava o lobo, mais magro ainda e mais fraco.
O homem falou-lhe apressadamente:
- O Criador mandou lhe falar que você não está doente. O que você tem é fome. Está morrendo de inanição e como não tem mais forças para sair e caçar, vai morrer aí mesmo. A não ser que passe por aqui uma criatura bastante estúpida e você consiga devorá-la.
Nesse momento, os olhos do lobo se encheram de um brilho estranho e, reunindo o restante de suas forças, deu um salto e devorou o homem 'sem sorte'."
- O Criador mandou lhe falar que você não está doente. O que você tem é fome. Está morrendo de inanição e como não tem mais forças para sair e caçar, vai morrer aí mesmo. A não ser que passe por aqui uma criatura bastante estúpida e você consiga devorá-la.
Nesse momento, os olhos do lobo se encheram de um brilho estranho e, reunindo o restante de suas forças, deu um salto e devorou o homem 'sem sorte'."
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