terça-feira, 14 de maio de 2013

FORA DE ÁREA - INTERFERÊNCIA POÉTICA É NESSE SÁBADO DIA 18 NO SESC TIJUCA


A festa é da Poesia! Oficina de brinquedos de sucata, performances, exposições, narrativas, teatro, música, poesia, poesia e poesia.. essa é a proposta do projeto FORA DE ÁREA que acontece no Sesc Tijuca e convida para esse sábado a partir das 15 horas para o seu evento Interferência, edição Maio 2013 - O Poeta é a Mãe das Artes! Vem fazer parte dessa festa, vem viver essa possibilidade! Uma vida mais poética, mais vivida, mais mais mais...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

OFICINA DE JOGOS POÉTCOS NO SESC TIJUCA!



Todas as semanas, às quintas-feiras, às 18h30, um grupo de pessoas se reúne para ler poesia brasileira e participar de jogos criativos para escrever e falar poesia. Em cada oficina um poeta é lido e a partir dessa leitura os jogos - dinâmicas - são propostos e neles a poesia flora. O resultado tem sido surpreendente. Por isso mesmo uma publicação já está a caminho, já em edição. E outra já está no projeto para o fim desse ano.

Dessa forma, desde abril de 2012 acontece o FORA DE ÁREA. A idéia surgiu da necessidade de divulgar a biblioteca da unidade Tijuca do Sesc, para isso era preciso que a biblioteca literalmente saísse do seu lugar. Fosse onde o público está. Assim surgiu o FORA DE ÁREA.

Além das oficinas, o FORA DE ÁREA faz também um evento bimensal para apresentar o que foi produzido nas oficinas, além de convidar poetas e artistas que de alguma forma possuem ligações com o conceito do projeto - temática, poesia, artes integradas. O evento é simplesmente uma festa, um caldeirão com muita arte e poesia! é o INTERFERÊNCIA do FORA DE ÁREA. O próximo já está marcado é será no terceiro sábado de maio - dia 18!

Participe! É de graça. Não tem pré-inscrições. É só chegar! Não precisa ter assistido as oficinas anteriores, cada uma é um projeto - na próxima semana será MURILO MENDES, o poeta modernista, amigo de Oswald e Mário de Andrade, Raul Bopp e Jorge de Lima! Que fechará o módulo modernista desse ano. Depois virão a poesia feminina brasileira, e ainda após o módulo versão brasileira (com traduções feitas por poetas brasileiros), e assim por diante. Vai perder?

A iniciativa acontece no Sesc Tijuca e conta com o apoio da rede Norte Comum e do grupo Farani53 Poesia+Performance. As oficinas são orientadas por Bruno Borja e Lucia Helena Ramos. A produção executiva fica ao cargo do Estudio PV com Alice Souto, Lucas Lisboa e Angelica Pinheiro. A realização Sesc Rio.

segunda-feira, 25 de março de 2013

O Conto a Conto agora também é Ponto de Leitura!



 E funciona no Spa Cultural Pedro Américo Zen - PAz, numa simpática casinha, na Rua Pedro Américo, 329, no Catete, RJ.  Em breve mais informações!
E estamos também no Facebook: www.facebook.com/Conto-a-Conto [é prá curtir!]

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Aldeia Maracanã e As Mil de Uma Noites




"O grande califa Harum Al-Rachid resolveu construir um palácio que marcasse a grandeza de seu reino. Ao lado do terreno escolhido, havia uma choupana. Al-Rachid pediu ao seu ministro que convencesse o dono – um velho tecelão – a vendê-la para ser demolida. O ministro tentou, sem êxito; de volta ao palácio, sugeriram que simplesmente expulsassem o velho do lugar.




'Não', respondeu  Al-Rachid. “Ela passará a fazer parte do meu legado ao meu  povo. Quando virem o palácio, dirão: ele foi grande. E, quando virem a choupana, dirão: ele foi justo, porque respeitou o desejo dos outros.”


Fonte: "As mil e uma noites (séculos XII, XIII e XVI)" / Malba Tahan (1895-1974).

Na Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Harun_al-Rashid
imagem: agencia olhares.
colaboração de José Eduardo Oliveira (valeu!)

domingo, 1 de abril de 2012

OFICINA DE JOGOS POÉTICOS - GRATUITA


Visite a página do projeto: https://www.facebook.com/projetoforadearea
O que é? 
Um projeto de poesia em dois momentos: Oficinas e Interferências. 
_Oficina de Jogos Poéticos_ Encontros semanais de pesquisa e criação, combinando a leitura dos principais poetas brasileiros do século XX com atividades lúdicas, incentivando a criação. 
_Interferências_ Ações bimestrais com o conteúdo produzido nas oficinas em forma de intervenção urbana e participação de artistas convidados integrando as diversas artes: poesia, música, vídeo, dança, performance e artes visuais. 
Como funciona? 
Módulos bimestrais de oficinas às quintas-feiras de 18h30 às 20h30, na biblioteca do SESC Tijuca. _Primeiro Módulo_ Modernismo e seus principais poetas: Manuel Bandeira, Oswald de Andrade, Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Morais. 
Quem faz? 
_Bruno Borja _ Poeta e professor universitário. Tem dois livros publicados, "Em Cada Esquina" (2006) e "Versos Vermelhos" (2010). Integra o coletivo Farani Cinco Três Poesia e Performance e a rede Norte Comum. Pesquisador da UFRJ e professor da UFF. 
_Luca Argel_ Poeta e professor de música, formado pela UNIRIO. Tem um livro publicado "Em Cima do Chão/Istorismos" (2011) e o trabalho de vídeo-poesia "Desinventor". Em janeiro de 2012, teve poemas publicados na Página Risco do Caderno Prosa e Verso (O Globo). Integra também a rede Norte Comum. 
_Lucia Helena Ramos_ Pedagoga, contadora de histórias, poeta e designer - com foco em criação de jogos pedagógicos. Orienta oficinas de leitura, narrativa e contação de histórias, participa do coletivo Farani Cinco Três Poesia e Performance. 
Equipe de Produção: Julia Vommaro e Juliana Sá. Co-realização: SESC Rio; Parceria: Norte Comum e Farani Cinco Três.
Inscrições por email: contatoforadearea@gmail.com

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A ARTE DE LER E CONTAR HISTÓRIAS - inscrições!


Serão quatro encontros de 2 horas, nos meses de janeiro e fevereiro de 2012!
Inscreva-se! São apenas 12 vagas! Vem contar histórias, vem!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A Verdade e a Parábola


Há muitos, muitos anos, a Verdade caminhava pelas ruas, nua como no dia em que nasceu. O povo recusava deixa-la entrar nas suas casas naquele estado. Qualquer pessoa com quem ela se cruzasse fugia a sete pés. Vagueava a Verdade com grande tristeza quando um dia se cruzou com a Parábola, que se vestia com roupas de esplêndidas cores. A Parábola perguntou-lhe: “Diz-me amiga, o que te faz andar tão triste?” Ao que a Verdade respondeu: “É terrível, minha irmã. Sou muito velha e por isso ninguém me liga.”
“Não é por causa da tua idade que as gentes não gostam de ti. Eu também sou velha, mas quantos mais anos passam mais as pessoas me apreciam. Deixa-me dizer-te um segredo: o povo gosta de adornos e encobrimento. Vou emprestar-te algumas das minhas roupas e verás como o povo também vai gostar de ti.”
E assim foi. A Verdade seguiu o conselho e vestiu as roupas da Parábola. Desde esse dia, a Verdade e a Parábola passaram a andar sempre juntas e o povo gosta das duas.


Rabino Yakov Krantz (1740-1804), conhecido como “o Pregador de Dubno” (Dubner Maggid), Ucrânia.
Arte: Marc Chagall.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O Dom da História

...

O amado Bal Shem Tov estava à morte e mandou chamar seus discípulos.

- Sempre fui o intermediário de vocês e agora, quando eu me for, vocês terão de fazer isso sozinhos. Vocês conhecem o lugar na floresta onde eu invoco a Deus? Fiquem parados naquele lugar e ajam do mesmo modo. Vocês sabem acender a fogueira e sabem dizer a oração. Façam tudo isso e Deus virá.

Depois que Bal Shem Tov morreu, a primeira geração obedeceu exatamente às suas instruções, e Deus sempre veio. Na segunda geração, porém, as pessoas já se haviam esquecido de como se acendia a fogueira do jeito que o Bal Shem Tov lhes ensinara. Mesmo assim, elas ficavam paradas no local especial na floresta, diziam a oração, e Deus vinha.

Na terceira geração, as pessoas já não se lembravam de como acender a fogueira, nem do local na floresta. Mas diziam a oração assim mesmo, e Deus ainda vinha.

Na quarta geração, ninguém se lembrava de como se acendia a fogueira, ninguém sabia mais que local  exatamente da floresta deveriam ficar e, finalmente, não conseguiam se recordar nem da própria oração. Mas uma pessoa ainda se lembrava da história sobre tudo aquilo e relatou com voz alta. E Deus ainda veio.

[de Clarissa Pinkola Estés, no livro o Dom da História: uma fábula sobre o que é suficiente - Editora Rocco, 1998]
Arte: Van Gogh.

notas:
Baal Shem significa Mestre do Nome.  

Baal Shem Tov significa Mestre do Divino Nome.
O Rabi Israel ben Eliezer ou Baal Shem Tov (1698 - 1760) possivelmente nasceu na Ucrânia, é fundador do hassidismo, movimento místico baseado na Cabala.



Meninos e Meninas, eu li:

O livrinho, pequeno mesmo, é tudo que um contador de histórias precisa saber - ele mesmo é o essencial! Não conta muitas histórias, apenas algumas, fundamentais. Mas todos os sentidos e sentimentos necessários a um contador de histórias, a um narrador, estão ali. A magia, o dom, a essência, a generosidade, a compreensão do outro, a boa vontade, a simplicidade, ... Feito livreto, desses que poetas vendem ou dão nas ruas, não dá conta da sua qualidade, pode enganar. Depois de Mulheres que correm com lobos, um tijolo bestseller, a autora se permite e nos permite o mínimo, o suficiente. Particularmente, essa é a minha história. Ouvi numa apresentação de teatro e nunca esqueci, busquei e anos depois a achei nesse livro. Reconto ao meu modo, mas a essência está lá e aqui. [por Lux]

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cético

Não acreditava em fantasmas, nem em alma penada, mas naquela noite,
já começava a incomodar aquelas inexplicáveis mãos frias nos seus pés.


(Lucia Helena Ramos, mini-conto escolhido a ser publicado no e-book Contos Mínimos, concurso do Simpósio Internacional de Contadores de Histórias. Foto: Ney Robinson)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Carta de Lygia Clark para seu filho

...
Meu filho,
Você é um ser.
Existe na medida do mundo.
É pouco.
O mundo é a constatação da realidade exterior que te cerca.
É a tua medida inicial.
É o teu começo mas não o teu fim.
É o chão da tua expressividade pois você é um ser vertical.
Para cima do chão há o “invisível”.
Você pode olhar os seus pés mas não a sua própria imagem.
Esta você a percebe.
Na verticalidade está a medida da sua procura.
Quando você aceitar a simples constatação da vida, aí sim, será o seu começo.
O primeiro sentimento será de perda pois tudo que cai na constatação é vivido como ganho.
Tudo adquirido como perda até a integração absoluta do “o percebido” no seu interior.
É a própria dinâmica da vida: perde-ganha.
Quando você se sentir no mais absoluto desespero você está sendo salvo.
Solte e aceite a tua intuição que te levará a uma aparente solução – solução esta sempre provisória.
Aceite o provisório pois jamais o processo pode parar.
A vida pode vir a ser uma realidade extraordinária desde que você esteja voltado para sua procura interior.
Não há realidade independente do “interior de si”.
Desconfie das coisas claras, a pureza é descoberta dentro da maior conturbação de uma crise. É o ponto luminoso dentro da maior escuridão.
O teu corpo meu filho, é o veículo da tua vivência.
Não o impeça de florir por nada. Cuide dele como você cuida do teu carro.
Toda a tua riqueza interior vai suá-lo, sujá-lo, e até sangrá-lo.
Quando ele estiver gasto externamente você mesmo estará mais inteiriço e completo interiormente.
Você o despirá um dia como a crisálida deixa o casulo.
Ai de você se neste momento você é ainda o início não elaborado pois aí você vai saber que esteve permanentemente morto em vida.

de Lygia Clark, 1970.
Imagem: Helio Oiticica.